sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Guterres pede resolução urgente da crise na Costa do Marfim

Enquanto as tensões aumentam e pessoas continuam fungindo de suas casas na Costa do Marfim, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, pediu hoje um fim urgente para o impasse político que está paralisando o país e incitando à violência.

“A paralisia política está se arraigando profundamente, fazendo a situação humanitária piorar a cada dia”, disse Guterres. “As pessoas estão com muito medo”.

Guterres expressou preocupação pelos 35 mil refugiados marfinenses registrados pelo ACNUR na vizinha Libéria que fugiram da crescente instabilidade.

O Alto Comissário também notou que o ACNUR já registrou 35 mil deslocados internos no oeste da Costa do Marfim, que precisam de abrigo e ajuda básica. O ACNUR e outras organizações humanitárias estão organizando uma resposta emergencial para lidar com as necessidades imediatas.

“Se a situação continuar, nós enfrentaremos o risco de um possível deslocamento em massa de marfinenses”, afirmou Guterres. Ele notou que isso também poderia impactar negativamente a Libéria, país que se recupera de sua própria guerra civil, e outros países na região. “Dadas estas circunstâncias, eu elogio a Libéria por manter suas fronteiras abertas e o povo liberiano por disponibilizar e dividir generosamente seus lares e seus escassos recursos”. Guterres clamou por solidariedade internacional com os marfinenses e os liberianos que os acolhem.

“A ação política internacional é urgentemente necessária para resolver este impasse e restaurar a calma,” acrescentou Guterres. “Todos os cidadãos da Costa do Marfim deveriam se sentir seguros em suas casas e não mais forçados a fugir em busca de segurança”.

HREA