quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Egipto deve investigar detenção de activistas

A Amnistia Internacional apelou para que seja feita uma investigação sobre a detenção de cerca de 35 jornalistas e activistas dos Direitos Humanos, incluindo dois funcionários da Amnistia, que foram libertados depois de quase dois dias sob custódia militar.
Os activistas dos Direitos Humanos egípcios e internacionais, bem como advogados e jornalistas, foram presos na passada quinta-feira quando a polícia militar invadiu os escritórios do Hisham Mubarak Law Centre.

“Recebemos com agrado a notícia da libertação dos activistas, mas estamos revoltados pelo facto de terem sido presos de todo e pelo modo como foram tratados”, declarou Malcom Smart, Director da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África.

“Estamos ainda bastante preocupados com os activistas de outros grupos tais como o Movimento 6 de Abril, a Juventude de Justiça e Liberdade e a Associação Nacional pela Mudança, que foram detidos noutros incidentes no dia 3 de Fevereiro e cujo paradeiro é desconhecido. As autoridades egípcias devem agora levar a cabo, com urgência, uma investigação independente sobre a razão da detenção dos activistas dos Direitos Humanos que estavam a monitorizar os protestos no Cairo e quem deu as ordens para tal procedimento”, acrescentou Malcom Smart.

Os activistas internacionais dos Direitos Humanos, incluindo os funcionários da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch, foram libertados na sexta-feira. Os activistas egípcios que tinham sido detidos na mesma ocasião foram libertados no sábado. 

Comunicado de imprensa - Amnistia Internacional