quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sudão: Ban Ki-moon apela à calma, na zona de Abyei

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou, na terça-feira, a sua profunda preocupação perante os recentes confrontos ocorridos recentemente na zona de Abyei, no Sudão, e apelou aos grupos armados, para que mantenham a calma.

No domingo, teve início um referendo sobre a autodeterminação do Sul do Sudão que irá decorrer durante toda a semana. A zona de Abyei, rica em petróleo, deverá também decidir, num outro referendo, se deseja ficar ligada ao Norte ou ao Sul do Sudão, mas a realização do referendo que deveria ter também lugar neste momento foi adiada.

Ban Ki-moon exortou o Partido do Congresso Nacional (NCP) e o Movimento para a Libertação do Povo do Sudão (SPLM) a “manterem a calma e a velarem por que este problema seja resolvido por meio de um diálogo pacífico”, disse o seu porta-voz, num comunicado de imprensa.

A Missão das Nações Unidas no Sudão intensificou as suas patrulhas no terreno e reforçou a presença dos Capacetes Azuis, sublinhou o Secretário-Geral.

Ban Ki-moon apelou aos dois campos, para que “retomem e concluam urgentemente as negociações sobre Abyei. No seu último relatório sobre a situação no Sudão, explicou as razões da impossibilidade de organizar o referendo nesta zona.

Neste clima, “qualquer atentado grave à segurança poderia pôr em perigo as últimas etapas do processo do Acordo de Paz Global. As partes devem dar prova de iniciativa e de responsabilidade e admitir que são necessários compromissos difíceis, para que as comunidades possam coexistir em paz”, advertiu no seu relatório.

No Sul do Sudão, os primeiros dias do referendo decorreram pacificamente. Ao visitar hoje o Sul do Darfur, Benjamin Mkapa, presidente do Grupo da ONU encarregado de ajudar as autoridades a organizarem o referendo sobre a autodeterminação do Sul do Sudão, considerou que os resultados do escrutínio reflectirão a vontade dos cidadãos.

“Estou certo de que os resultados do escrutínio desta semana irão reflectir os verdadeiros sentimentos dos cidadãos (do Sul) registados no Sul do Darfur”, declarou Benjamin Mkapa, durante a sua visita a Nyala, capital do Sul do Darfur. Disse ainda estar impressionado com a organização do escrutínio. “A minha esperança é que, a partir de 15 de Janeiro, o processo de recolha e contagem de votos e o anúncio final sejam pacíficos e transparentes. Peço também a todos os cidadãos que aceitem os resultados e continuem a trabalhar em cooperação”, sublinhou.

Centro de Notícias da ONU