quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Renamo quer comissão de inquérito para investigar as informações divulgadas pelo WikiLeaks

A bancada da Renamo, na Assembleia da República, voltou a insistir com o “caso Wikileaks”. Por entender que o caso não pode acabar assim, alegadamente como a Frelimo quer, agora a “perdiz” veio propor a criação de uma comissão de inquérito para investigar, a partir das informações dos telegramas, a suposta cumplicidade das altas figuras do Estado e do partido Frelimo no narcotráfico, e alegada recepção por parte do chefe de Estado, mais propriamente Armando Guebuza, de uma choruda comissão na reversão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

De pronto, a bancada da Frelimo chumbou a referida proposta, justificando que o assunto já está ultrapassado e que não passa de boatos, visando desestabilizar o partido Frelimo e o seu presidente Armando Guebuza.
Edson Macuácua, deputado da Frelimo, disse que “não há nenhuma acusação sobre o chefe de Estado tal como entendem os deputados da Renamo. Não há nenhuma acusação contra a pessoa do chefe de Estado. A ter que haver, isso é de Direito, tinha de provir de um órgão idóneo e competente, o que não parece ser o caso em apreço, porque são rumores”, disse.

Por seu turno, o deputado João Milaco disse que a Renamo já previa o posicionamento da bancada da Frelimo, porque a se investigarem as suspeitas graves, seriam colocadas em causa as fontes de rendimento da Frelimo, ou seja, o narcotráfico. “Continuamos preocupados com a imagem do País, dos seus dirigentes, e do partido que governa, porque as acusações que na verdade vem credibilizar as suspeitas dos moçambicanos são graves” disse.
A bancada parlamentar do MDM preferiu deixar a Frelimo e a Renamo em pé de guerra. Como que a penalizar a Renamo, o MDM absteve-se na votação, alegando que o assunto é extemporâneo, e não haveria como voltar a enquadrar o assunto. Aliás, segundo o deputado José de Carvalho, que fez a declaração de voto do “Galo”, o proponente, “optou por abandonar a sala aquando da comunicação do PR à nação, na segunda-feira, quando, segundo o MDM, havia outros mecanismos para contestar a não vinda do Governo ao plenário para dar explicações.

Fonte: Canal de Mocambique