quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dia Mundial do VIH/SIDA

No Dia Mundial de Luta contra ao SIDA, o chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) ressaltou, em Genebra, que o VIH e o SIDA continuam sendo prioridades para a organização.

Na sua mensagem aos funcionários do ACNUR em todo o mundo, o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, revelou que 87% dos refugiados têm acesso a tratamento do VIH e ressaltou que é preciso melhorar esta situação.

O tema deste ano do Dia Mundial é “Acesso Universal e Direitos Humanos”, e foi escolhido para ressaltar a necessidade de proteger os direitos humanos e garantir o acesso de todos à prevenção, tratamento, cuidado e apoio relacionado ao vírus VIH. A grande maioria das pessoas que vivem com VIH/SIDA mora em países de renda baixa e média – nos quais vivem também a maioria das populações atendidas pelo ACNUR.

Ao lembrar que cerca de 1,8 milhão de pessoas com VIH são afetadas por conflitos, desastres ou deslocamentos forçados, o Guterres informou em sua mensagem que “aproximadamente 87% dos refugiados têm acesso ao tratamento para VIH”.

Ele acrescentou ainda que 75% das refugiadas grávidas têm acesso a programas de prevenção à transmissão vertical (de mãe para filho) do VIH, quando estes programas estão disponíveis para população local.

Destacando outro desenvolvimento positivo, Guterres disse que “fundos específicos de fontes não tradicionais para o combate ao HIV destinados ao ACNUR aumentaram mais de 33% no período 2010-2011” e ressaltou que “os programas de prevenção ao HIV no local de trabalho continuam fortes”.

O papel relevante do ACNUR no enfrentamento ao VIH/SIDA foi reforçado recentemente pela sua nomeação como co-líder – juntamente com o Programa Alimentar Mundial – para temas relacionados ao VIHem situações emergência.

“Nós podemos, entretanto, fazer muito mais”, disse o Alto Comissário, para quem o enfrentamento à AIDS é uma atividade que deve ser melhor apresentada nos processos de arrecadação de fundos do ACNUR. “Refugiados e deslocados internos devem ser mais sistematicamente incluídos nas propostas encaminhadas aos países, no contexto do Fundo Global de Combate ao SIDA, Tuberculose e Malária”, afirmou Guterres.

“Podemos fazer mais para combater o estigma e a discriminação, assegurando um melhor acesso das pessoas vulneráveis e dos nossos funcionários e familiares a serviços de prevenção e tratamento”, acrescentou Guterres.

“Peço a toda nossa equipe e a suas famílias que contribuam com a prevenção ao VIH. Vamos utilizar este dia para promover os direitos humanos de todos aqueles que vivem com VIH, mantendo a proteção como fundamento principal fundamento de nossa estratégia”, concluiu.

Na sede do ACNUR, em Genebra, um cartaz de três andares exibindo uma fita vermelha – o símbolo internacional de conscientização sobre o VIH/SIDA – está pendurado na fachada do prédio.