segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CRISE ZIMBABWEANA – SEGUNDO MUGABE TSVANGIRAI É DESONESTO

O presidente zimbabweano, Robert Mugabe, acusou o Primeiro-Ministro, Morgan Tsvangirai, de ser um parceiro “desonesto” por ter suspendido a participação no Governo de Unidade Nacional, em declarações publicadas sábado pelo jornal pro-governamental The Herald.


“Não podemos confiar em quem pretende participar num governo de união e depois sai” desse Executivo , declarou Mugabe perante o Comité Central do seu partido, a União Nacional Africana do Zimbabwe-Frente Patriótica (ZANU-PF).


“Não são parceiros sinceros e autênticos, demonstraram ser desonestos”, acrescentou Mugabe, fazendo alusão à atitude de membros do partido de Tsvangirai, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDP).


“Não permitiremos que esta situação continue”, acrescentou o chefe de Estado do Zimbabwe.


Robert Mugabe partilha o poder desde Fevereiro com o antigo rival Tsvangirai, em virtude de um acordo para fazer o país sair da crise económica e política.


Durante oito meses, a colaboração entre Tsvangirai e Mugabe decorreu relativamente bem, apesar da polémica sobre a distribuição das pastas governativas mais importantes e do desacordo sobre a utilização de fundos atribuídos pela comunidade internacional.


Em 16 de Fevereiro, após a detenção de dirigentes do seu partido, Morgan Tsvangirai decidiu suspender as relações com Mugabe e o MDC boicota desde então todas as reuniões do Conselho de Ministros.


O MDC, por seu turno, acusa o partido presidencial de continuar a fazer detenções ilegais.


A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que apadrinhou o acordo de partilha de poder no Zimbabwe, vai convocar "o mais depressa possível" uma cimeira sobre o Zimbabwe para ajudar o país a sair da crise.