sexta-feira, 24 de julho de 2009

OS SIGNOS NÃO PASSAM DE FALSIFICAÇÃO E ALUCINAÇÃO

Porque?
Pois rejeitam o que há de mais valioso e sagrado no ser humano, a Liberdade. Segundo a teoria dos horóscopos, seriamos dirigidos, comandados, teleguiados e predeterminados pelo poder dos astros. Ora, cada pessoa sente e sabe que toma livremente as suas decisões. Se não fosse assim não seriamos responsáveis pelos nossos actos. Não seriamos culpados pelo mal que praticamos e nem deveríamos ser recompensados pelo bem que realizamos.

Se os horóscopos fossem verdadeiros, então todos os que nasceram e se encontram sob o mesmo signo, procederiam da mesma maneira; e como existem apenas doze signos, só haveria doze modos de agir, doze tipos de pessoas. Mas cada momento nós vemos diversificação infinita de acções.

A astronomia, segundo o costume dos antigos, agrupou teoricamente as estrelas em 88 constelações, que não existem realmente, mas que são figuras convencionais, criadas pela mente humana. Uma estrela está a milhões de quilómetros de outra e totalmente separada dela. Como pode uma coisa que não existe, produzir efeitos?

Se fosse verdade que os astros excitam sobre o nosso modo de proceder, deveríamos procurar ver qual é o crédito das demais constelações em nós, por exemplo: o Dragão, a Ursa Maior, o Delfim, entre outras constelações. Os doze signos tradicionais são do hemisfério norte ou boreal; mas os que vivem sob as estrelas do hemisfério austral ou sul, deveriam averiguar qual a preponderância, que produzem sobre eles as constelações do Cruzeiro do Sul, da Lebre, do Pavão, da Pomba, etc. Ou todas as constelações nos influenciam ou nenhuma. Como não são todas, portanto nenhuma.

Confrontem o que antevêem para o mesmo dia dois ou mais astrólogos nos diversos jornais, revistas, etc. e verá como discordam. O que isto nos diz? Que ninguém conhece o futuro. Se tais vaticinadores não estão enganados, querem no mínimo enganar os incongruentes. O futuro não se lê através de seremos mortos, sem liberdade e inteligências como são as estrelas e suas sociedades ou constelações. Porque é tais feiticeiros não compram o bilhete que será galardoado na totobola, lotaria ou totoloto? Porque são chupistas da boa convicção do público!

Há pessoas timoratas que receiam o fado e preferem viver na ilusão. Existem também esquisitos que pretendem deslindar o futuro; é então que aparecem os perspicazes para explorá-los. Cada povo tem a imprensa, a rádio, a televisão entre outros meios de correspondência independentes. Esses medianeiros de serventia querem facturar, vender, fazer dinheiro e ministram alimentos conforme a fome e o gosto dos interessados. Quanto bem poderiam fazer tais arúspices se aproveitam-se o espaço dos signos para transmitir ensinamentos e conselhos úteis.

Afirmam muitos cidadãos ‘eu não acredito, leio só por passa tempo’, mas que sabor estranho tem apreciar mentiras e logros! Mas acreditam sim, ou pelo menos desejam que fosse verdade.

Que pessoas são os que crêem em signos? As de pouca convicção, agnósticas e supersticiosas. O motivo é esse não podendo encarar o futuro, sentem-se inseguras, medrosas e os signos dão-lhes certa segurança.

Acreditar em signos é incorrer simultaneamente em dois erros astronómicos: primeiro porque as constelações que formam os signos, são figuras imaginárias e não são reais e verdadeiras; segundo por ser um erro tão grande de dimensão astronómica.