terça-feira, 7 de julho de 2009

IRÃO - LÍDERES POLÍTICOS DETIDOS CORREM RISCO DE TORTURA PARA FORÇAR CONFISSÕES

A Amnistia Internacional tem profundos receios que vários líderes da oposição detidos no rescaldo das eleições de 12 de Junho de 2009 possam correr risco de tortura, possivelmente forçar ‘confissões’ filmadas como prelúdio para julgamentos injustos nos quais podem receber sentenças de morte.

Os líderes políticos Mohsen Aminzadeh, Abdollah Ramazanadeh e Mostafa Tajzadeh foram levados de suas casas nas primeiras horas do passado dia 16 de Junho de 2009, coincidindo com as detenções de muitos outros líderes políticos. De acordo com relatos recebidos pela Amnistia Internacional, acredita-se que estejam detidos na secção 209 da Prisão Evin em Teerão, controlada pelo Ministério da Informação, e onde são frequentes os relatos de tortura de detidos. Não é claro se lhes foi permitido contactar os familiares.

As ‘confissões’ filmadas são usadas frequentemente pelas autoridades para incriminar activistas políticos que estejam sob sua custódia. Muitos retractam-se mais tarde, afirmando que se tratam de confissões obtidas mediante coerção, nomeadamente através de tortura ou outros maus tratos.

“Se os nossos receios se confirmarem, esta é uma tentativa dos serviços de segurança para silenciar líderes políticos de alto perfil de uma vez por todas, e de desencorajar outros com visões dissidentes de se manifestarem”, afirmou Hassiba Hadj Sahraoui, Vice-Director do Programa do Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional.
Comunicado de imprensa - Amnistia Internacional